Sábado

Meus 18 anos

Foto do amigo Pedro - Eu, aos 36 anos. 18 anos depois.



Fought The Law (The Clash)
Eu Lutei Com A Lei
Quebrando rochas no sol quente
Eu lutei com a lei e a lei venceu
Eu precisei de dinheiro, porque não tinha nenhum
E lutei com a lei e a lei venceu
Eu matei meu amor e isso me fez sentir tão mal
Acho que minha corrida é correr
Ela é a melhor mulher que já tive
Eu lutei com a lei e a lei venceu
Eu lutei com a lei e a lei venceu
Roubando pessoas com uma six-gun
Eu lutei com a lei e a lei venceu
Perdi minha garota e perdi meu divertimento
Eu lutei com a lei e a lei venceu
Eu deixo meu amor e isso me faz sentir tão mal
Acho que minha corrida é correr
Ela é a melhor mulher que sempre tive
Eu lutei com a lei e a lei venceu
Eu lutei com a lei e a lei venceu
Eu lutei com a lei e a lei venceu
Eu lutei com a lei e a lei venceu
Eu lutei...

Aqui: http://www.youtube.com/watch?v=16u0wwCfoJ4

Sexta-feira


"O sonho do careta é a realidade do maluco". (Raul Seixas)

Aqui: http://www.youtube.com/watch?v=vYVAoGNyWRU

Quinta-feira

Creio que aqueles que mais entendem de felicidade são as borboletas e as bolhas de sabão...Ver girar essas pequenas almas leves, loucas, graciosas e que se movem é o que, de mim, arrancam lágrimas e canções. Eu só poderia acreditar em um Deus que soubesse dançar. E quando vi meu demônio, pareceu-me sério, grave, profundo, solene. Era o espírito da gravidade. Ele é que faz cair todas as coisas. Não é com ira, mas com riso que se mata. Coragem! Vamos matar o espírito da gravidade! Eu aprendi a andar. Desde então, passei por mim a correr. Eu aprendi a voar. Desde então, não quero que me empurrem para mudar de lugar. Agora sou leve, agora vôo, agora vejo por baixo de mim mesmo, agora um Deus dança em mim! (Friedrich Nietzsche)

Quarta-feira

"Eu queria o mesmo sentimento de paz que alguns casais tem durante a relação: só que na separação". É de algum livro que tô lendo. Não sei ao certo qual. Mas a frase é mais ou menos essa aí.
Ficou na minha cabeça.

Humanos


A Terra quer dar vida


A Terra quer viver


A Terra quer você


A Terra está morrendo


De Sede


De fome


De você

(quer

afogar

a gente)


Se o homem morrer


A Terra


Não morre

Não


Se o homem viver


A Terra

Morre

Sim


A Terra precisa enterrar


A gente

Cuidar da gente


Pra Sempre

........

Rimou. Rimei.

Me enterrei: em você.

Terça-feira

Eu: indecente, de cuecas.

(Fotos - Tudo eu: mó tampinha)
Tava lendo os Blogs de alguns amigos e li o Mário falar que se sua vida não é tão importante nem pra ele, porque seria pra alguém. E eu concordo com isso. E gosto de pensar na minha vida assim também. É mais simples. E também penso que minha vida deva ser falada aqui, no meu Blog, do jeito que eu escolher. Não tem nada demais nela. E falo na primeira pessoa direto. Aliás, só falo na primeira pessoa eu. Falo de mim. De quem tá perto de mim, dos chegados, doVô.... Da minha cadela Xuxa. Se isso é arte ou não: eu não tô nem aí. Prefiro que nem seja considerada essa coisa tão "apequenada" por tanto letrado metido a besta. Tanto cara chato. Era só o que me faltava: virar artista, poeta.
Porra, velho, eu andava de cuecas pelos jardins gramados... Enquanto "Eles passarão": eu queria era mostrar o meu passarinho, porra. Tinha 2 anos (nas fotos acima). Ou com os pés na poltrona: indecente pra caralho. 2 anos de vida... Pura safadeza, né?
PS: Brother Rodrigo Candido Cordeiro me ajudou a corrigir o poema, quero dizer, a metade do tal: Eles Passarão. E não "Enquanto eles" que havia escrito. Valeu, Linguinha.
Take a look, beautiful girl. Cresceu, mudou de estatura: o Kojak.
Me sinto mais confortável ao falar de mim (das minhas próprias experiências doidas ou não) do que de política ou de sei lá mais o que. Não sou ligado nessas coisas. Mas cada um na sua. Respeito. Mas também acho que quando falamos dos outros estamos falando de nós também. Especialmente, principalmente quando estamos falando mal. Com leviandade. E o João do Vale nem sabia escrever, né? E a Dona Edna, cozinheira de casa, quando assovia, é mais poeta que muito "poeta" letrado, enferrujado. "Rimou, rimou, rimou"? Nem sabe o que é métrica. E ela nunca leu Machado de Assis. Nem sabe quem é. Às vezes cagar é o melhor a se fazer. É mais humano e mais poético.

Sexta-feira

Até o fim.


A semana tá daquelas. O Vô partiu. O Vô era meu primo, meu amigo, companheirão. Explico. Meu avô, o Anticão, italiano, faleceu de infarto do miocardio. E minha Vó ficou viúva com apenas 37 anos. Minha avó era linda de arregaçar. Continua bonita. Mas cês sacaram o que eu quis dizer, né? O Vô era primo de primeiro grau dela e tinha 15 anos a mais. Mas a tinha visto apenas duas vezes e tinha acabado de ficar viúvo também. Sua esposa havia morrido de câncer. O "vô, primo, amigo" era quinze anos mais velho que a vó, prima dele. O Vô era esperto. E resolveram se casar. Eu ainda não tinha nascido. Acabei vindo pra cá. E eu me sentia privilegiado por ter dois Vôs. Ia na casa da minhas tias italianas e elas me contavam histórias hilárias do Vô Anticão (Ariovaldo Antico, o vô Vadinho). Lembro que gostava de ir lá pra ficar ouvindo elas falarem dele. Ouvi tanta coisa dele, de tanta gente, que parecia que eu o conhecia muito bem. E o admirava. Meu pai contava, meus tios, a mãe, pessoas que eu encontrava na rua da cidade do interior, e que ainda falam. Os funcionários adoravam ele. Quando ele morreu todos pensaram que era algum tipo de piada, brincadeira que ele tava fazendo com a rapaziada. Ele era o maior figura, comprava um monte de rango e ficava fazendo serão com os caras, nos diversos setores da empresa dele. Depois ia jogar cartas e levava os que queriam fechar a noite e continuar o dia com ele . Ele era o tipo de cara que quando o carro parou na São João não pediu pra um coitado de rua ajudar não. Ele tava com o deputado Nesrala e disse: "Porra, Nesrala, desce e empurra lá. Vamos ver se pega no tranco". E detalhe: o carro não era do Nesrala. Vivia a vida a minhão. Morreu antes de completar 49 anos.


Mas aí eu tive outro Vô, o Vô Moacyr. Meu Brother. Foi a shows comigo. Andamos por Rio, São Paulo, interior, etc. Tomamos uíque, água de côco, caipirinha, cerveja, água mineral, comemos churrascos. Até o Pinduca que passou o natal em casa ano passado gostou do meu bom velhinho. Sempre me perguntava dele. Conversamos, rimos e tomamos vários uíscão com o Vô, né meu (também) bom amigo Pinduca? O Marcus, outro amigão, um irmão pra mim, queria até pegar um ônibus, já que perdeu a carteira por pontos, pra ver o Vô pela útlima vez. Ele pegou o maior bem com o Vô di cara. Ficaram amigos. E chamava o Vô de Vô também. Falei pra ele que o Vô descansou e choramos e rimos juntos pelo telefone. O Vô sabia ouvir. Sabia se divertir. Era aquele cara que "desarmava a bomba", as bombas bestas e mesquinhas, como o Mário tem a manha de desarmar, de desfazer. E por falar nisso, também tava conversando com ele (Mário) dias desses e ele me escreveu mandando seus sentimentos (muito obrigado, irmão), o quanto o Vô tava sofrendo no final. Vai em paz, Vô. Ele ia fazer 91 anos. Mas parecia que tinha uns vinte, cara. Por dentro. E nos olhos... Até o fim. Até o fim.


Até mais, Vôs. Os meus dois por parte de mãe.


E aí vai uma canção pra vocês dois que gostavam das coisas bonitas, coisas simples, da praia, do mar, das mulheres, das crianças, dos amigos. Coisas desse mundo. E souberam espalhar em "benefícios". Porra: muitos! Putaqopariu, seus canalhas!

Aqui, Vôs: http://www.youtube.com/watch?v=2NUdznkCZ74

Terça-feira

Waldir, muito obrigado!

A gente não sabe muito. Nem pouco. Quase nada. Às vezes entramos, nos mergulhamos numa idéia, teoria e achamos que descobrimos algo muito importante. Muitas vezes foi um gringo quem disse coisas do tipo: "Você tem que matar a sua mãe". Coitada, ela já vai morrer um dia. Como eu. Como você. E eu que já li muito dessa merda, cara. Fui muito cruel com minha mãe inúmeras vezes tanto teoricamente quanto idiotamente. A segunda mais... Mas as duas maneiras tem lá suas devidas semelhanças. Hoje prefiro ver minha mãe de vez enquando, assistir um filme com ela e o pai sem ter que justificar ou tentar entender muito. Ver mais a pessoa que tá alí e também não tem muita certeza de nada, assim como eu não tenho. Porque uma simples rajada de vento, ar parado, peido, um apagão como o de ontem, tira nossa frágil e quase inexistente "estabilidade" (estabilidade de que, meu Deus?) e pode muito rapidamente nos mandar pra bem longe daqui (des)pregados de/em nossas "verdades" Freudianas, Lacanianas, Sacanianas, etc. Por falar nisso, em sacanagem, quero dizer, até ele, nesse caso específico o Freud (o sr.Freud explica) que falava da coisa fálica e tal, que tudo que era pontudo tinha que significar (pra todo ser humano vivente) uma coisa só, ou seja, tinha uma "teoria" quadrada, meio arredondada talvez, embasada nesse troço "fálico","tudo meio pontudo é fálico": quando perguntado sobre o charuto que fumava a todo vapor respondeu de pronto: "Às vezes, meu caro, um charuto é apenas um charuto". O gringo famoso tinha lá suas dúvidas, né? E muitas vezes continuamos a repetir um montão de merda e nem sabemos quem mandou, né? Ou se ele (o mandão) duvidou da merda mandada. E quando alguém de valor morre, e isso não tem nada a ver com grana, nos sentimos ainda mais pobres e sozinhos nesse mundo.

Vai com Deus, Grande Waldir. E muito obrigado por ter sido meu amigo por aqui. Gostaria de ter ficado mais calado e podido te ouvir mais, Brother. Você que estava sempre disposto a me ouvir e abria aquele sorriso gentil ao me ver... Ao ver seus amigos ali no sebo do nosso amigo Bac. Mas agora já não vai dar mais, né?

E aqui vai um somzão do seu grande amigo, parceiro, irmão: Edvaldo Santana - Abelha e Pardal - Dir.: Edson Kumasakande.

Aqui: http://www.youtube.com/watch?v=izCVslakH08